sexta-feira, 15 de maio de 2020

As aparências enganam

O ser humano tem uma camurça de espanto. Ela muda no presente conforme ele reage ao passado. 
Seu olhar para as coisas no presente não é direto. Ele dá uma volta nas coisas. De costas para as coisas enquanto olha para sua memória. Não chega nem a encostar nas coisas. 
Sua volta é cega e de completo estranhamento. Quando a completa, lembra dela, se espanta e vê.
O ser humano vive assim. Num constante estranhamento com as voltas e em espanto com o mundo, mudando de aparência imerso na aparição das coisas em sua vida. 
Será que as coisas também vivem assim?
Marcel Delfino Carvalho de Souza

2 comentários:

  1. Esse texto tem uma essencia diferenciada dos outros, senti uma poética interessante. Tente investir mais nisso!!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Fico feliz que ele chame a atenção assim. Valeu pela dica!

      Excluir