O ser humano tem uma camurça de espanto. Ela muda no presente conforme ele reage ao passado.
Seu olhar para as coisas no presente não é direto. Ele dá uma volta nas coisas. De costas para as coisas enquanto olha para sua memória. Não chega nem a encostar nas coisas.
Sua volta é cega e de completo estranhamento. Quando a completa, lembra dela, se espanta e vê.
O ser humano vive assim. Num constante estranhamento com as voltas e em espanto com o mundo, mudando de aparência imerso na aparição das coisas em sua vida.
Será que as coisas também vivem assim?
Marcel Delfino Carvalho de Souza
Esse texto tem uma essencia diferenciada dos outros, senti uma poética interessante. Tente investir mais nisso!!
ResponderExcluirFico feliz que ele chame a atenção assim. Valeu pela dica!
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